
Meu piano não fez planos de te amar
Mas, aconteceu, sei lá por que
E o dia parecia fenecer se sumias
Ou a noite prosperar e florescer
Se surgias com girassóis de aquarela
Na lapela eu punha o Sol
Para o arrebol do teu olhar
Consagrar para mim um sorriso salutar
Mas, nada de sagrado havia
Então, desafinado, o instrumento decaía
E minhas mãos trêmulas de cafeína
Não podiam mais tocar senão esquemas
Em mesas de bar, Bach esqueci
Assinei a ruína que escrevi
Ateu Poeta
2014
2014
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